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A contínua evolução da educação corporativa

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A contínua evolução da educação corporativa

A evolução da educação corporativa é real. Se as organizações não criarem uma experiência relevante de aprendizagem no trabalho, não serão capazes de atrair bons talentos.

O mundo continua lutando contra o problema da desigualdade de renda. Após crise financeira de 2008, a maior parte do crescimento econômico e da renda foi para aqueles trabalhadores melhor qualificados. Muitos dos quais já possuem um alto padrão de renda e propriedades. De acordo com a citação, a seguir, essa questão política continua impulsionando uma grande demanda por capacitação:

“Em mais de 300 anos de história econômica, o principal e mais duradouro mecanismo de distribuição de riquezas e de redução da desigualdade é a difusão de habilidades e conhecimentos.” Thomas Piketty em O Capital no Século XXI

Além desse aspecto político, atualmente, o ritmo das mudanças e a evolução da educação estão mais rápidos do que nunca. Os indivíduos que não têm a oportunidade de aprender e aprimorar suas habilidades no trabalho tendem a ficar para trás nas carreiras. Isto é particularmente verdadeiro para a Geração Y, que valoriza a possibilidade de aprender no trabalho como principal diferencial na hora de procurar uma nova posição. Se as organizações não conseguirem criar experiências relevantes de aprendizagem no trabalho, elas não serão capazes de atrair bons talentos.

Outro fator, é que a própria definição do que é aprendizagem vem mudando. Na prática, hoje, as pessoas aprendem de uma forma muito mais dinâmica e autodidata do que antes. Considere a enorme mudança nos conteúdos de aprendizagem. A partir de 2009, as empresas reduziram a proporção de 77% para apenas 32% de treinamentos presenciais com mediadores (ver Figura 1). A utilização das aprendizagens colaborativa e virtual, da mentoria e do treinamento on-the-job expandiu enormemente. Os trabalhadores simplesmente não têm mais o tempo, nem orçamento, nem mesmo a paciência para permanecer em salas de aula, como acontecia antes.

Isso não quer dizer, de maneira alguma, que o aprendizado tradicional, face a face, está ultrapassado. Ao invés disso, as áreas de treinamento e desenvolvimento (T&D) corporativos estão percebendo que devem concentrar esforços em criar experiências face-a-face de alto valor e em redesenhar radicalmente os seus sistemas de conteúdos, a fim de acomodarem essa enorme demanda por uma aprendizagem online de altíssima qualidade e relevância.

Não há falta de bons conteúdos. A dificuldade, agora, reside na elaboração de uma relevante experiência de aprendizagem integrada ao trabalho. É por isso que as organizações investem em ferramentas para integrar, consolidar, medir e fazer uma curadoria estratégica de conteúdos.

Podemos identificar quatro grandes tendências disruptivas que irão impactar a evolução da educação corporativa:

1. Plataformas de Experiência de Aprendizagem: 

Os produtos neste mercado emergente se parecem com sistemas de curadoria, mas podem realmente vir a substituir o modelo atual dos sistemas de gestão de aprendizagem (LMS). Empresas como a MindQuest, que desenvolvem plataformas próprias de integração e curadoria de conteúdo, visando a agregar diversos tipos de conteúdo em um único ambiente – para que os usuários possam encontrar, organizar, recomendar e comentar esses conteúdos – estão se tornando quase indispensável.

2. LMS para Vídeos

Uma nova geração de plataformas LMS, com foco na aprendizagem baseada em vídeo, está surgindo. Esses sistemas são projetados para funcionar como um “YouTube”, e não como um simples catálogo de cursos.

3. Ferramentas Cognitivas de Aprendizagem, Sistemas de Recomendação e Plataformas de Microlearning

Com tantos conteúdos agora disponíveis, sistemas inteligentes de aprendizagem – que permitem recomendar e indicar o aprendizado no momento certo; reunir pequenas peças de aprendizado em um todo coeso. E ajudar as empresas a criarem esses conteúdos de microlearning para serem usados quando forem necessários – se encontram em um processo de crescimento lento, mas constante. Esse tipo de plataforma – como o Cognitio da MindQuest – ajuda as pessoas a aproveitarem seus conteúdos de maneiras muito mais úteis e poderosas.

4. Incorporação da Aprendizagem nos Processos de Negócio, por meio do Design Thinking

Com o aprendizado móvel, em vídeo e conteúdos de microlearning agora tão facilmente disponíveis, torna-se mais importante do que nunca construir uma experiência projetada integralmente para a utilização e incorporação desse conteúdo no trabalho – incluindo o aprendizado embutido (embedded learning), colaboração, treinamento formal e muitas atividadeson-the-job. Este tipo de aprendizado integrado vem se tornando cada vez mais relevante, enquanto a rotina dos trabalhadores continua abarrotada de emails e reuniões.

Se as empresas realmente desejam construir uma experiência de aprendizagem no trabalho verdadeiramente engajadora e autodirigida, devem se preparar para ir muito além do atual modelo de LMS corporativo. Elas precisam elaborar um conjunto de ferramentas, informações, sistemas de apoio e produção autônoma de conteúdo (muitas vezes em vídeo) que qualquer pessoa pode utilizar, conforme sua necessidade. Isso contribui para que a organização esteja aberta a uma gama muito mais ampla de tecnologias e ferramentas a serem incorporadas na infraestrutura de evolução da educação corporativa.

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