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Uma nova geração de estratégias de RH

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Uma nova geração de estratégias de RH

Como a economia comportamental e decisões baseadas em dados e evidências podem reinventar o RH e a gestão de pessoas.

“Você passa mais tempo trabalhando do que fazendo qualquer outra coisa na vida. Não é correto que essa experiência de trabalho, mesmo em algumas das melhores empresas, seja assim tão desmotivadora e desumanizante.”(Laszlo Bock)

As pessoas podem ser o coração das nossas organizações, mas as práticas de recursos humanos (RH) são muitas vezes baseadas em ideias ultrapassadas da psicologia humana e do design organizacional. Quando se trata de decisões de contratação, motivação dos funcionários e ajudar os trabalhadores a fazerem escolhas melhores, insights de comportamento e práticas baseadas em evidências podem direcionar toda uma nova geração de estratégias de RH.

Os profissionais de RH – os arquitetos e designers dos processos de gestão e de pessoas com os quais trabalhamos – desempenham um papel fundamental em suas organizações. Ao aplicar os princípios comprovados da economia comportamental para repensar os programas, o RH pode torná-los mais simples, mais eficazes, mais científicos, economicamente mais eficientes e mais “humanos”.

As lições de arquitetura da escolha do livro Nudge, de Richard Thaler e Cass Sunstein, são inteiramente aplicáveis ao RH. Levando em conta que “tudo importa” na forma como ambientes afetam os nossos comportamentos, podemos intencionalmente projetar esses ambientes de maneira que incitem as pessoas a realizarem ações de curto prazo que sejam consistentes com seus objetivos de longo prazo.

A ciência do marketing, outra área interessada no comportamento humano, adotou essa lição: o varejo online usa o Teste A/B para avaliar anúncios, otimizar o posicionamento de páginas web e, até mesmo, para testar ofertas, preços, cores e fontes. Da mesma forma, a área de RH deveria testar novas ideias para averiguar quais as políticas, programas e mensagens que mais motivam as pessoas. O RH detém a arquitetura da escolha do ambiente de trabalho e deve projetá-lo com cuidado, reiterando e utilizando dados sempre que possível.

Premissas de estratégias de RH

A área de RH deve abraçar um movimento de ideias comportamentais próprio, baseado em três premissas que correspondem aos grandes temas da economia comportamental:

  • Tome decisões baseadas em dados e evidências (racionalidade direcionada): O fato de que a mente humana se baseia em narrativas e histórias – e não em estatísticas e na lógica – para tomar decisões diárias tem implicações profundas para os gerentes de RH. Quando se trata de decisões de contratação e promoção, mesmo modelos preditivos simples são muito mais efetivos do que um julgamento profissional sem apoio.
  • Dê um “empurrãozinho” em seus colegas (vontade direcionada): Compreender as nuances de nossa força de vontade imperfeita confere aos líderes de RH um novo e poderoso conjunto de ferramentas – chamado de arquitetura da escolha – para quebrar a burocracia e ajudar os empregados a decidirem por melhores dietas, exercícios, doações para caridade e decisões de investimento.
  • Influenciar a motivação intrínseca (interesse pessoal direcionado): Líderes de RH podem aumentar o desempenho dos negócios ao reconhecer que as tradicionais políticas baseadas em recompensas, como o incentivo por remuneração, gestão de metas, classificação de desempenho e promoções têm muito menos impacto sobre o desempenho real e sobre a atividade colaborativa do que se pensava. De fato, o impacto pode até mesmo ser negativo.

Aplicação das estratégias de RH

Em conjunto, estes princípios oferecem uma estrutura para o desenvolvimento de uma nova geração de estratégias de RH que criam equipes mais felizes, mais motivadas e com desempenho superior. E, graças à força dos Testes A/B, os profissionais de RH podem determinar com rigor a eficácia dessas estratégias.

Ambos os governos americano e britânico agora possuem “Unidades Nudge” dedicadas a conceber programas e políticas centradas nas pessoas, bem como em avaliar o que funciona ou não funciona por meio de dados e fatos. A área de RH pode fazer o mesmo, talvez incluindo suas próprias equipes de insights comportamentais comandadas por um “Líder Nudge”.

Cultura, engajamento e retenção de pessoas são as questões mais importantes nas mentes dos líderes de negócios e de RH. A economia comportamental oferece um novo e poderoso conjunto de princípios para nos ajudar a aperfeiçoar o processo, escorregadio e complexo, de contratar e promover as pessoas certas, motivar as nossas equipes, e conduzi-las para um desempenho superior.

Pode ser necessário mais do que um “empurrãozinho” – ou nudge – para chegar lá, mas são objetivos que valem a pena lutar por eles.

A MindQuest já utiliza os conceitos da arquitetura da escolha de Richard Thaler em seus programas de desenvolvimento, desde 2008. Entre em contato e conheça nossas soluções.

 

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* Baseado no artigo HR for Humans: How behavioral economics can reinvent HR, de James Guszcza, Josh Bersin e Jeff Schwartz, publicado na edição 18 da Deloitte Review, de janeiro de 2016. http://dupress.com/articles/behavioral-economics-evidence-based-HR-management/

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