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Nem todas as decisões são estratégicas

Decisões estratégicas

Nem todas as decisões são estratégicas

Planejamento estratégico, decisões estratégicas, comunicação estratégica… A palavra estratégia tem sido cada vez mais empregada pelas organizações devido à sua fundamental importância em um mundo de alta complexidade e em rápida transformação. No entanto, nem tudo aquilo chamado de estratégico realmente é.

O Professor Ram Shivakumar, da The University of Chicago Booth School of Business, chama atenção para esse fato no artigo How to Tell which Decisions are Strategic (Como saber quais decisões são decisões estratégicas) publicado em 2014 pela Berkeley University of California.

Quando as decisões são decisões estratégicas?

O autor aponta que muitas das decisões ditas estratégicas podem não ser, o que pode acarretar em erros de análise quanto aos impactos tanto positivos quanto negativos das decisões. Para conseguir definir os tipos de decisão em um contexto organizacional, ele utiliza dois conceitos: grau de comprometimento e escopo da firma.

O grau de comprometimento diz respeito a quanto uma decisão é reversível. A decisão de construir uma nova fábrica, por exemplo, seria muito mais cara e custosa de ser desfeita do que adquirir suprimentos para os escritórios da empresa.

Além disso, a primeira tem um potencial maior de afetar o desempenho organizacional. Já o escopo da firma diz respeito aos produtos, serviços, atividades, rotinas e cultura da organização.

Para uma decisão ser considerada estratégica, de acordo com esse modelo, ela deve exigir tanto um alto grau de comprometimento quanto alterar o escopo da firma.

Os tipos de decisões

Decisões que alteram o escopo, mas não o grau de comprometimento são consideradas neo-estratégicas. Esta é uma definição recente, já que esse tipo de mudanças nas organizações se tornou possível com as novas tecnologias que baratearam e agilizaram as possibilidades de grandes mudanças de escopos em modelos como das start-ups, que conseguem levar novos produtos para o mercado sem despenderem grandes quantias de investimento.

As decisões que alteram apenas o comprometimento podem ser vistas no máximo como táticas. Nesses casos, os principais desafios são inovar com agilidade já que geralmente se tratam de decisões tomadas em tempo real, em ritmo acelerado e em situações estressantes.

Decisões que não alteram nenhuma dessas configurações são operacionais. Nesses casos, o grande desafio é eficiência.

O modelo pretende orientar a distinção entre as decisões estratégicas e outros tipos de decisão. Elas não devem ser confundidas com as táticas, já que estas não afetam todas as outras decisões da organização.


 

Ram ShivakumarRam Shivakumar é expert mundial em organização industrial e estratégia corporativa, com ampla visão dos negócios globais. Com um carisma destacado, é capaz de instigar paixão e entusiasmo em suas apresentações. Valoriza a intuição e os princípios como estratégia de retenção do aprendizado. Leva os participantes a pensarem e desenvolverem uma visão geral de como as indústrias e os mercados podem evoluir, identificando oportunidades emergentes e avaliando os desafios que as empresas têm de enfrentar para se tornarem líderes.

Para que as organizações possam alcançar o melhor resultado possível de acordo com sua realidade, foram elaboradas algumas opções de formatos para os seminários, de modo a atender diferentes necessidades de tempo, investimento e aprofundamento.

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