teste
teste

Curadoria: Quando menos é mais

Curadoria

Curadoria: Quando menos é mais

“A riqueza de informação cria pobreza de atenção e, com ela, a necessidade de alocar a atenção de maneira eficiente em meio à abundância de fontes de informação disponíveis.” Herbert Simon (1916-2001) – Prêmio Nobel de Economia

Todos nós já estamos familiarizados com a sobrecarga cognitiva em nossas vidas. Um implacável volume de emails, mensagens, Facebook, Twitter, vídeos e notícias está tomando mais do nosso tempo a cada dia. Pesquisa da Bersin by Delloite mostra que, hoje em dia, gastamos até 6 horas por dia checando emails, o que nos leva a questionar como arranjamos tempo para fazer todo o resto.

No livro The Attention Merchants (“Os Comerciantes da Atenção”, em uma tradução livre), o autor Tim Wu descreve como a publicidade tem roubado a nossa atenção desde 1800 e explica que a ciência de atrair nossos instintos animais já vem de longa data. O mercado de “banha de cobra” – um produto medicinal fraudulento, oferecido por vendedores fajutos no Velho Oeste norte-americano, que se alegava promover uma “cura milagrosa” para diversos males – tornou-se a indústria de anúncios e que, agora, levou à criação de ferramentas de mídias sociais que, sorrateiramente, tomam nosso tempo de maneiras que jamais imaginamos possíveis.

A importância da utilização correta do conteúdo

Neste mundo de RH, negócios e de líderes de aprendizagem, temos que refletir seriamente sobre esse problema. Nenhum de nossos novos programas e práticas de desenvolvimento ou talentos irão vingar se as pessoas não conseguirem manter a atenção. De fato, a mais recente pesquisa de Liderança de Alto Impacto, da Bersin, mostrou que, estatisticamente, as empresas que “reduzem a sobrecarga cognitiva”, por meio da clareza nos processos de tomada de decisão e de organização matricial, superam bastante os resultados financeiros de seus pares.

O mercado de educação corporativa foi radicalmente afetado por essa questão. O bilionário mercado de LMS (Learning Management Systems) está sob ataque; principalmente porque estes produtos foram concebidos em uma época em que não havia tantas opções de aprendizagem. Hoje, encontramos programas de aprendizagem em vídeo a partir de centenas de provedores online, MOOCs, LinkedIn e milhares de especialistas. Juntamente com artigos, e-books e blogs, a indústria de aprendizagem em si tornou-se afetada por “tantas coisas para se ver”. É por isso que as empresas que oferecem uma curadoria de conteúdos de aprendizagem – como a MindQuest com sua metodologia exclusiva – ameaçam transformar completamente este mercado.

Curadoria com foco na qualidade

Pense em algo simples, como a comunicação interna com os funcionários. Como gerenciar isso quando há tanta coisa a se falar? Aquela época dos simples boletins internos ou portais de notícias para o empregado já se foi. Eles estão sendo substituídos por novíssimos sistemas de comunicação em vídeo. Além das plataformas inovadoras a fim de contribuir para a curadoria com foco na qualidade da experiência dos colaboradores.

Em 2015, “curadoria” provavelmente foi a Palavra do Ano. De lá para cá, até mesmo o conceito de curadoria já está desatualizado. Precisamos de inteligência de máquina e de análises preditivas para solucionar essa questão. E hoje, muito se fala sobre as notícias falsas que circulam nas mídias sociais. Até mesmo empresas como Facebook e Google estão batalhando para descobrir como tornar o conteúdo relevante mais fácil de ser encontrado.

Para nós, do campo da liderança, do talento e do RH, temos simplesmente que “fazer menos”. De acordo com o relatório Tecnologias Disruptivas para o RH 2017, da Bersin, agora é o momento de estudar cuidadosamente cada programa, site e aplicativo que você desenvolveu e remover toda a bagunça que conseguir. Isso irá forçar você a descobrir o que é essencial e o que é ruído.

Caso de sucesso de curadoria

Exemplificando, uma das empresas de software mais bem sucedidas mundialmente comentou com a Bersin como fazem para alcançar esse ponto. Eles criam uma pequena equipe e estudam cuidadosamente as necessidades dos usuários. Com isso, constroem o menor aplicativo possível e, então, retiram 70% dele e interrompem o projeto. O que resta é a “essência” do que os usuários precisam. A partir daí, conseguem descobrir as interações verdadeiramente valiosas que as pessoas desejam e, somente então, desenvolverem o produto final.

À medida que nos preparamos para as festas de final de ano e pensamos nos planos para o próximo ano. Neste momento devemos dedicar algum tempo para descobrir como podemos “fazer menos”. Todos nós seremos um pouco mais felizes se assim o fizermos.

———————-
Baseado no artigo “When Less is More: Making HR ‘Go Away’”, de Josh Bersin – http://blog.bersin.com/when-less-is-more/, visitado em: 29/11/2016.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhar