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Curadoria de Conteúdos: quando seu LMS ou uma vasta biblioteca não são suficientes

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Curadoria de Conteúdos: quando seu LMS ou uma vasta biblioteca não são suficientes

“Tirar informação da Internet é como beber água de um hidrante.”
(Mitchell Kapor)

A explosão de conteúdos e tecnologias digitais não trouxeram os almejados ganhos de produtividade. A tendência é que as áreas de T&D se concentrem em “experiências de aprendizagem”.

No âmbito da aprendizagem organizacional, os fundamentos foram completamente alterados: de uma “entrega do instrutor”, para “informal” e, agora, para a aprendizagem como “responsabilidade do funcionário”. Hoje, os trabalhadores têm controle total de seu aprendizado e inúmeras fontes externas disponíveis sempre que precisarem. Esse novo contexto digital (de vida e de trabalho) traz consigo a necessidade de revermos os conceitos que tínhamos sobre recursos humanos (RH) e gestão de pessoas: desde a maneira como elaboramos programas, às ferramentas que usamos, até como nós oferecemos e comunicamos esse tipo de solução.

Por não mais atuarem diretamente com o “ensino”, os profissionais que antes costumavam ser chamados de “designers instrucionais”, agora são “designers de experiência de aprendizagem”. Nesse sentido, o papel da seleção e contextualização de conteúdo está se tornando cada vez mais crítico para os processos de treinamento e desenvolvimento (T&D) nas empresas.

O que é curadoria de conteúdo, afinal?

A curadoria já é uma palavra da moda há alguns anos, no âmbito do T&D. Com a multiplicação exacerbada e o grande volume de informações com as quais temos de lidar, todos os dias, está ficando cada vez mais difícil para os trabalhadores encontrarem conteúdos que sejam válidos, atualizados e envolventes, de modo a atender às suas necessidades no trabalho. Um estudo da Bersin by Deloitte confirma que o maior desafio para os trabalhadores, quando estão em busca de aprendizado, não é a ausência de conteúdo, mas a dificuldade em encontrar o conteúdo mais adequado. E essa disponibilidade em excesso tem um alto custo para as organizações, anualmente: 14 mil dólares e algo próximo a 500 horas por trabalhador.

Curadoria é a arte/ciência de identificar as melhores informações para a organização e fornecer contexto e forma a elas. Quando encarada da maneira tradicional, a curadoria de conteúdo é um trabalho gigantesco. Como é possível que um único departamento seja responsável por encontrar, avaliar, categorizar, contextualizar e organizar todas as possibilidades de aprendizado para uma função; quanto mais para todas as funções de dentro de uma empresa?

A boa notícia é que alguns departamentos de T&D parecem estar “pegando o jeito” da curadoria de conteúdo – e o fazem ao abdicar um pouco da autoridade que algumas áreas de T&D alegam ter. Na verdade, não apenas estão permitindo que outras pessoas participem da curadoria, mas também estão capacitando-as para exercer esse papel.

Para que isso seja feito de maneira eficaz, é preciso alinhar e potencializar os quatro tipos de curadoria a seguir:

:: Curadoria Tradicional

Algumas situações exigem uma curadoria de conteúdo à moda antiga, na qual um ser humano experiente analisa o conteúdo, decide o seu valor e, em seguida, organiza-o de tal forma que ele seja mais útil e produtivo a quem necessita. A maioria das equipes de T&D tende a assumir essa tarefa. Entretanto, pode haver temas para os quais outros profissionais (especialistas em determinada área, colaboradores mais experientes ou a “prata da casa”) talvez tenham melhor competência e conhecimentos mais aprofundados sobre esses assuntos. As organizações podem poupar tempo e esforço se identificarem esses especialistas internos e convocá-los para participar dos trabalhos de curadoria – com o apoio de processos, a fim de garantir qualidade e consistência a esses conteúdos.

:: Curadoria Individual

Colaboradores podem e devem decidir por si mesmos como querem aprender. Profissionais de T&D devem encorajá-los e capacitá-los para essa modalidade de curadoria de conteúdo individual. Isso nem sempre requer ferramentas tecnológicas (embora possam ajudar). Os funcionários estarão muito mais propensos a procurar cursos e objetos de aprendizagem interessantes para eles se estes conteúdos puderem ser localizados e acessados com facilidade. A área de treinamento precisa conhecer os tipos de ferramentas que os empregados já utilizam para consumir informação. Agregadores de conteúdo, portais corporativos e aplicativos de categorização e bookmark podem ajudar os trabalhadores a atualizarem continuamente o seu próprio repertório de conhecimentos.

:: Curadoria Automatizada

Os avanços da tecnologia tanto facilitam quanto dificultam a curadoria de informações. A curadoria automatizada acontece por meio de algoritmos programados nos sistemas internos. Assim é possível mostrar aos empregados os melhores conteúdos que podem ser do interesse deles. Algoritmos podem ajudar também com a curadoria de conteúdo individual. Eles alertam sobre algum conteúdo recente, baseando-se naquilo que o colaborador havia pesquisado anteriormente. Outra maneira é fornecer aos funcionários a possibilidade de avaliar e classificar as informações, permitindo que o material bom ganhe destaque entre os demais conteúdos. Isso ajuda os trabalhadores a localizarem a informação mais relevante. Além disso, os dados e padrões desse ranking e qualificação podem fornecer dicas para a equipe de curadoria.

:: Curadoria Social

Assim como uma pessoa procura o aconselhamento de alguém em quem confiam quando vai comprar um carro, ela pode também procurar conselhos ao procurar informações ou treinamentos mais válidos. As redes sociais permitem aos usuários acompanhar líderes e especialistas em diversos assuntos. Essas mesmas tecnologias podem ajudar os empregados a localizar outras pessoas que possam fornecer insights, ou lhes indicar informações relevantes. A equipe de T&D pode encorajar a curadoria de conteúdo social, ao observar como as informações estão sendo compartilhadas e potencializar isso, garantindo que essas informações e ideias estejam disponíveis e que sejam facilmente encontradas.

Todos esses métodos de curadoria ajudam as organizações a personalizarem seus conteúdos de treinamento. Além do desenvolvimento de modo a servir os participantes e, ao mesmo tempo, beneficiar toda a organização. Se você conseguir manter seus colaboradores atualizados e qualificados, sua empresa pode  alcançar um desempenho ainda melhor.

A Bersin destaca em suas pesquisas que as potencialidades da força de trabalho são agora um assunto-chave para os negócios. As empresas que descobrirem como implementar um processo de aprendizagem de alto impacto superam seus concorrentes de maneira extraordinária.

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